DZI CROQUETTES!

Dzi Croquettes era um grupo teatral brasileiro que se tornou enorme mito por toda a irreverência, no auge dos anos 70, em plena época da Ditadura Militar. O furacão apareceu para revolucionar o teatro brasileiro.

O espetáculo era andrógino, debochado e desobediente. Os bailarinos/atores usavam a ironia e a inteligência para confrontar com a Ditadura Militar numa comédia de costumes.

Por fim o Regime Militar acabou rompendo o grupo, bem como faziam com tudo na época. Eles eram tão burros que demoravam a dar-se conta que o deboche acontecia bem embaixo de suas vistas. Mas os Dzi deixaram um rastro de alegria por onde passaram, incluso Paris, onde fizeram turnê e arrasaram uma platéia que ia de Mick Jagger a Liza Minelli.




A principal característica deles era o visual escrachado que de propósito unia elementos masculinos e femininos: maquiagem, lingeries, plumas e salto alto contrastanto com as pernas cabeludas e as barbas num espetáculo digno da Broadway!

Acima o cartaz do documentário sobre eles, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, 2009, brasil.
Assista o trailer aqui!

imagens: reprodução

Peter Berlin


Peter Berlin, o artista, modelo e fotógrafo que junto com Tom Of Finland imortalizou a erótica estética que costumo chamar pauzão do lado, incendiou o imaginário gay nos 70's com seus filmes pornôs.



O nórdico fotografou moda, criou suas próprias roupas e desfilou muito por San Francisco até se tornar estrela de filmes adultos, ícone fashion, ser fotografado por Andy Warhol e virar lenda.




Peter Berlin por Robert Mapplethorpe



O estilo fetichista cheio de sexualidade explícita, aparecia com look marinheiro, muito peito aberto, couros e chicotinhos sado, botas, coturnos e muito jeans justo, marcando o que ele tinha de melhor.

Levando em conta que Peter surgia assim no auge dos anos 70, o loiro era pura ousadia. O que ainda hoje não é costume de ver na rua, andando impunemente!



Peter estrelou 'Nights in Black Leather', de 1972/73 e 'That Boy' de 1974.

Foi ainda tema do documentário 'That Man: Peter Berlin', de 2005.


Teria alguém se inspirado nele ao criar He-Man?



aqui Peter por Tom Of Finland

imagens: reprodução

Charme em Madrid


vespa,


balas e


Leandro Miranda por Rafael Schwendler

Rockabilly!

O rock é conhecido por combinar visual + som de maneira característica. Uma coisa completa a outra.

Essa semana voltei a ouvir alguns dos discos que mais gosto dos Stray Cats, e pensei na importância da estética rockabilly para a moda.

O estilo surgido nos anos 50 nos EUA foi um dos primeiros sub-gêneros do rock n' roll, influenciado pelo country, pelo rythm and blues e também pelo boogie woogie.


Mais tarde, na finaleira dos anos 70, surgiram os Stray Cats, que é o perfeito exemplo estético do rockabilly, já com leve flerte com o punk.


O cabelo era formado por topetes muito altos com pega-rapaz, sempre. Já o shape poderia variar entre uma mistura casual de óculos modelo aviador, muuuito couro, botinhas de cano alto, jeans ou couro justérrimos, coletes sem nada por baixo, regata ou camiseta branca, estampas de chamas, oncinha, tatuagens old school e a inconfundível bandana clássica no pescoço.

E não é só! O estilo também aproveita para misturar alfaiataria à isso tudo! Camisas brancas com ou sem colarinho, de preferência de peito aberto, calças de pregas bem certas no corpo, com a perna mais curta e a meia aparecendo, sapatos envernizados.

As cores principais? Vermelho, amarelo, preto e branco.

Brian Setzer, Lee Hocker e Slim Jim Phanton ainda se reunem às vezes para algum show! Vale a pena conferir pelo menos no youtube, o som deles é alto-astral e pra dançar muito!

Inspire-se no rockabilly!

imagens: reprodução

Ligue Djá


Impossível esquecê-lo. Por mais que você não goste, por mais que ache-o ridículo. Ele é o astrólogo com pinta de canastrão gay mais famoso do mundo.



Walter Mercado, um portoriquenho de uns 80 anos, é um ícone fashion pois criou uma estética absurda, digna da Hebe.




Ele mais parece uma velha com seu visual andrógino, mas prestem atenção nos ricos detalhes. Barroco, rococó é pouco pra ele. Luxo, glamour e glória constroem a estranha figura.


Walter estilo Pierre & Gilles, será verdade?



A mistura de pedrarias com cores fortes, muito cetim e brocados, lamê, bordados e brilhos somados a muita maquiagem e cabelo alto para evocar todo o misticismo das adivinhações. Pense de novo. Você não teria coragem!

Ligue Djá!

www.waltermercado.net

fotos: reprodução

Época de liquidações!

Meio do ano é momento de aproveitar o final das coleções de outono/inverno e se jogar nas fantásticas liquidações espalhadas pela cidade!

E olha que eu não falo especificamente daquelas liquidações só pra gente cheia de bala na agulha, em que uma peça que custava R$ 500 passa a irrisórios R$ 250...

Estou falando das liquidas que dão gosto de comprar, aquelas em que você encontra blusas por R$ 39, por exemplo.

Acima e abaixo vemos o meu sempre amigo e colega, o produtor de moda Rafael Schwendler com uma produção sensacional.

A chave desse look é a camisa Renner, comprada nesse fim de estação por apenas R$ 29.

Mira lo punho!

Rafa veste camisa Renner, calça Calvin Klein, suéter da nossa amiga e colaboradora Malharia Anselmi e sapato Zara Madrid, que da rebaja saiu por incríveis 9,90 euros!

Aqui, eu aproveito para mostrar o vestido lindo de tricot inspiração peruana que adquiri semana passada na Renner do Iguatemi por R$ 49!

Casaco Fiateci, básica acervo, meias H&M e ankle boots também da Renner por R$ 109!

Não resistindo, ainda mostro o esmalte novo, que para complementar um visual focado no black nada deixa a desejar: um azul lindo da marca brasileira La Pogee, nova descoberta de cores maravilhosas!!

O maldito roqueiro


Ontem estava eu dando mole pra MTV quando me deparei com uma entrevista com uma das figuras mais enigmáticas do rock brasileiro! Ele. O dito pan sexual Serguei!

Adoro Serguei, por ele ser maldito, por ele ter ficado na obscuridade, por ele ser o mais underground de todos!




Serguei ficou famoso por suas peripécias na vida mas não é todo mundo que conhece seu som. A figura e suas histórias nesse caso, falam mais alto.

A capa acima é do disco de 1991.

Recheado de covers, o disco tem uma inacreditável versão para 'I can't Get No... Satisfaction!' que deveria ser hit de pista nas funhouses da vida.

'Não Tem Jeito! Tô Insatisfeito!', é uma boa tirada, no mínimo divertida que dá vontade de cantar junto.



Serguei, no auge dos seus inacreditáveis 76 anos, mostrava aquela identidade própria que nunca se perdeu de pessoa que acredita na já abafada alma roqueira: jeans rasgados, camiseta de banda e espírito jovem para sempre.



Então, eu resolvi seguir ele no Twitter.



No site da Baratos Afins, encontrei isso [por Luiz Calanca] que reproduzo aqui:

"Serguei é luz de válvula. Serguei é cultura Rock and Roll, adorado pelo amantes das motocicletas e motoclubes do Brasil, como os Falcões Raça Liberta; já homenageou os Hell's Angels do Rio em 1983 quando era acompanhado pela Banda Cerebelo.

E na sede dos Abutres em São Paulo lançou o livro biográfico "Serguei, o Anjo Maldito", escrito por João Henrique Schiller.

Só depois de cantar para mais de 50.000 pessoas sentadas no chão na segunda versão do Rock In Rio, em janeiro de 1991, recebeu o convite para gravar seu primeiro long-play pela BMG, que ainda hoje continua inédito no formato CD.

Serguei foi uma das primeiras sintonias com a pré psicodelia em "Eu não Volto Mais" e "As alucinações de Serguei" de 66. Usou e abusou das cores da Tropicália muito antes de flertar com ela na música "Alfa Centauro". E mais tarde, "O Burro Cor de Rosa" e "Eu Sou Pisicodélico".

Todas estas, entre outras, estão sendo resgatadas e apresentados às novas gerações via Baratos Afins, que acredita estar preservando parte de nossos valores culturais."



13 de julho - DIA MUNDIAL DO ROCK

Para pontuar o Dia Mundial do Rock neste blog que é também rockeiro, uma lista com alguns importantes filmes sobre o gênero, que falam dele, ou apenas que tenham a pegada!
Não deixemos de comentar que o Rock é o ritmo que mais influencia a moda hasta hoy, por isso seus filmes sempre são importantes referências de época.

Começando ali em cima com o meu preferido de todos os tempos, o super gay VELVET GOLDMINE, EUA, de Todd Haynes, 1998



Tommy, Ing, de Ken Russel, 1975



Pink Floyd - The Wall, Ing, de Alan Parker, 1982




The Doors, EUA, de Oliver Stone, 1991


Sid & Nancy, EUA, de Alex Cox, 1986



The Rolling Stones - Shine a Light, EUA, de Martin Scorcese, 2008



I'm Not There, EUA/Alemanha, de Todd Haynes, 2007



The Last Waltz, EUA, de Martin Scorcese, 1978


Hedwig, EUA, de Cameron Mitchell, 2001



What's Love Got to Do with It, EUA, de Brian Gibson, 1993



Gimme Shelter, EUA, 1970



Yellow Submarine, Ing, de George Dunning, 1968


Great Balls of Fire, EUA, de Jim McBride, 1989



The Commitments, EUA/Ing, de Alan Parker, 1991


Cazuza, Brasil, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, 2004



Blow Up, Ing/Italia, de Michelangelo Antonioni, 1966



Almost Famous, EUA, de Cameron Crowe, 2000



Cry Baby, EUA, de John Waters, 1990



Ziggy Stardust and Spiders From Mars - The Motion Picture, de D.A. Pennebaker, 1973




24 Hours Party People, Ing, de Michael Winterbottom, 2002


Control, EUA/Ing, de Anton Corbijn, 2007

fotos: reprodução