Camiss Lee



Produtora de moda e figurino do Coletivo Veludo Azul,
naturalmente. 
Camiss vem de Camila, e Camila, de Camomila. Lee vem de Bruce Lee. e Rita Lee e Carol Lee.
queria ter nascido negra, pois minhas pernas estremecem quando ouço tambores.
me inspiram e povoam meu quase caótico imaginário criaturas como Jesus Cristo, Patti Smith, Lobão, Nina Simone, John e Yoko, as entidades Pomba Gira e Exú, Nelson Rodrigues, Bukowski, Almodóvar e Velvet Underground. 
minhas referências vem de ícones, da música, do cinema e da fotografia, e não da moda. embora me fascine a imagem de Karl Lagerfeld. eu acredito no mito.
tenho muitos sonhos, só escrevo bem em tom confessional e tento não arranjar problemas, por isso sou tão atucanada, ansiosa e aflita. sou louca. mas estou certa.
gostaria de ser David Bowie por um dia.
meu papel num filme seria feito por Helena Bonhan Carter e meu filme seria dirigido por David Lynch, mas o roteiro teria que ser escrito pelo Nelson Rodrigues e pelo Almodóvar juntos, certamente. embora dois deles nem saibam que eu exista, e outro já esteja morto.
amo fotografar porque descobri que sempre fui apaixonada pelo impacto que uma imagem pode causar. em mim mesma, de pronto. 
faço a romântica inveterada pois só consigo viver da dor e do amor de todas as coisas. e sempre foi assim. não há outra maneira. se você acha difícil conviver com um virginiano, imagina o que é ser um.
e também não sei em que momento foi que abri esta porta. 
amo minha família, meu marido e meus amigos. 
e felinos.
amo a noite,
procuro encontrar o amor de todas as formas, todos os dias, nas coisas simples que observo ao meu redor. 
pois se a gente não acredita, de que vale a vida?
por último: quem não arrisca não arrasa!