True Blood - Pam

A vampirona cria do viking-vampiro Eric em True Blood, está aqui porque ela é definitivamente uma vampira cativante!


E além de carisma, Pam sabe como carregar os melhores figurinos da série.


Pois! eis que o melhor dos guarda-roupas está com ela, que não é protagonista, mas age como se diva fosse!

Aliás, na minha opinião ela deveria ter sido a rainha dos vampiros, muito mais sex appeal ali.

Mas vamos às roupas: ela é uma típica vampira e se veste como uma, apesar de ter lá seu momento clássico, quando puxa um cardiganzinho se precisa de uma imagem menos pertubadora.



Fora desse contexto humano, Pam abusa de couro, vinil e cortes justíssimos, muito preto e saltos altos, boca vermelha, atitude rock n' roll, como uma legítima vampira, segura, calejada e escolada.


Os looks de Pam estão sempre bem compostos, sua atitude é sensual, mas fina sem ser vulgar, e nem me surpreendi quando apareceu de 80's total, naquela imagem do macacão de paetê vermelho com cintura marcada, brincos enormes e penteado flash-dance!


Adorei, afinal todos sabem que os vampiros carregam uma enorme bagagem séculos a fio, e com certeza algumas malas cheias de artefatos vintage carregam junto!

Por isso é super bem vindo o pack de referências inter-temporais!


Me surpreendi sim quando ela surgiu 100% pink, meio Barbarella, meio futurista, meio Pierre Cardin.

As botinhas?! Não gente, o que foi aquilo, han?

Esse tipo de modernidade não é preciso...


Veja aqui o curioso site da atriz Kristin Bauer...

imagens: reprodução

cabelo branco

Parece que o look velha é mais uma tentativa da moda de inovar... não? posso estar errada, mas a tendência dos cabelos grisalhos me chama a atenção. e não é se vai ficar bem ou se vai ficar mal nas pessoas que aderirem. não. a questão curiosa é de como a indústria da moda investe e divulga as ideias que supostamente possam 'salvar' mais algumas temporadas, imprimir curiosidade e aguçar a vontade daqueles que têm vontade de tudo.


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Marcello!

Para sempre Marcello!!

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Anita

-Marcello! Come Here!

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Laberinto de Pasiones

Falar em Almodóvar para mim é muito fácil, já que estudei toda a sua obra para minha coleção de conclusão da faculdade de Moda.

Eu nem me lembro se foi '
Carne Trêmula' ou 'Tudo Sobre Minha Mãe' o filme que desencadeou em mim essa gana por Pedro, hoje já adormecida, graças à deus.

Fato é que antes dos 2000 chegarem, comecei desesperadamente a buscar todas as informações sobre ele e sua obra, e acabei rápido chegando às suas primeiras películas, da trash-íssima e tosquíssima primeira fase.




É desde então a melhor parte para mim da obra desse diretor espanhol: muito mais crua, nua, feia, gozada e debochada, sem o flerte hollywoodiano, sem a conversinha psico-filosófica Alleniana (que já impera hoje), totalmente punk rock.

Almodóvar era parte da seleta turma que fazia a Movida Madrileña, o movimento underground espanhol dos anos 70-80, e a turma era bizarra, moderna e chocava. Travestis, bichonas escandalosamente declaradas e sapatonas recém saídas do presídio era pouco.


Almodóvar cantava travestido de mulher junto com uma bichinha esquálida na sua banda glam 'Almodóvar & Mc Namara'. É do trecho que eles aparecem no filme 'Labirinto de Paixões' a imagem acima.

Pois era aí que eu queria chegar. O filme, de 1982, é retrato importante da história das movidas e do cinema da época. Feito com poucos recursos, como de praxe, já que na época Almodóvar ainda era funcionário da Telefonica, este filme tem o tom da ousadia que acabou consagrando o diretor mundialmente.

O filme conta a história de uma ninfomaníaca (Cecília Roth garotinha) que se apaixona pelo filho gay de um imperador árabe (Imanol Arias)...?

Flipas? Pois, sim, é nos moldes mais típicos de Almodóvar que a história dos personagens se enreda.

A estética do exagero, os 80's gritando, um jovem Banderas sem medo da viadagem e as aparições de 'Almodóvar & Mc Namara' e Augustín Almodóvar (o irmão), na impagável na cena em que o diretor do filme dentro do filme (sempre) grita para a criatura esquartejada por uma furadeira:
-Fumando y gozando, fumando y gozando!!


As maquiagens e figurinos que com certeza foram tirados dos acervo dos próprios atores e a edição final baratíssima valem como documento que reflete a cultura pop de uma época!



assista aqui o trailer!

imagens: reprodução

June 21st, 1973: Rod Stewart

June 21st, 1973: Rod Stewart

www.rollingstone.com.br

imagens: divulgação

The Life Aquatic Studio Sessions


Volto a Wes Anderson, um dos meus preferidos desde sempre, mas dessa vez não quero falar do filme, que deixo para outra ocasião.

O momento agora é o disco, a trilha sonora de 'A Vida Marinha com Stevie Zissou'.

Seu Jorge, que também atuou no filme, é o responsável pela inacreditável coletânea de versões compostas por ele para músicas de David Bowie.



O que no mínimo pode ser considerado inusitado, pra mim é um misto de deboche e ironia de feitio típico brasileiro, pois no disco Seu jorge improvisa tanto, no maior estilo
cara-dura, alterando o sentido das letras conforme vai a rima, e mudando completamente o corpo original dessas canções.

O resultado é surpreendente. Algumas músicas aparecem românticas e apaixonadas de quem estava na época formando família, e outras têm uma relação letra-música tão descompromissada que te dá a sensação de que ele estava mesmo preocupado em preservar a melodia.



Anyway, o disco é lindo demais, e que me perdoem os que odeiam, pois esse também é um disco de amor e ódio, é impossível ficar em cima do muro com ele.

Ouvir Seu Jorge gritar 'segunda-feira eu não vou trabalhar' em Queen Bitch, soa surreal! Ou você ri com ele ou está fora.


Eu não sou fã do Seu Jorge, mas amo esse disco e deixo aqui a dica de que pelo menos vale a pena conhecer.




imagens: reprodução

Antonio!


Loli Talking não pode deixar de pontuar aqui o aniversário de Antonio Banderas, que hoje comemora 50 anos!

O ator espanhol descoberto por Pedro Almodóvar não está assim, digamos, com sua carreira super em voga, mas sejamos justos, Tony já contribuiu com algumas participações relevantes no cinema.



Dentro de sua estranha trajetória destaco os filmes que mais gosto:

Acima agarrando a cinturinha de Salma Hayek em 'A Balada do Pistoleiro', 1995, de Robert Rodriguez.

E abaixo em 'Entrevista com Vampiro', 1994, de Neil Jordan.


Pra mim de qualquer forma o filme mais forte de Banderas ainda é 'A Lei do Desejo', 1987, de Pedro Almodóvar. Quem não viu deve se preparar para as cenas fortíssimas! Uff!!

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Viagem a Darjeeling



Eu gostaria muito de comentar alguma coisa aqui desse universo que tanto me encanta que é o universo estético do diretor Wes Anderson.

Vi quase todos os filmes dele, com exceção do último, Fantastic Mr. Fox (2009), filme de animação, e todos os outros têm a mesma identidade visual, uma identidade retrô-peculiar cheia de elementos da fina flor da moda.





Viagem a Darjeeling, por exemplo, tem um figurino que é impossível não olhar. A aparência de cada um dos 3 personagens principais, interpretados por Jason Schwartzman, Adrien Brody e Owen Wilson, junto com uma combinação de acessórios e objetos vão contando a história da vida deles.



Anjelica Huston, a mãe missioneira. No filme ela é o motivo ou a desculpa da viagem que marca um importante e revelador encontro dos irmãos.



Se vê que o uso de ternos em foco e vários outros elementos do 'bem vestir' masculino, o 'bem vestir' conservador dos anos 50, é preservado, mostrando que ali por trás das câmeras tinha alguém com olhar apurado sobre a moda masculina atual, que visa resgatar justamente esses pequenos luxos da indumentária masculina perdidos, como dormir de pijamas, tomar café da manhã de robe, usar terno e sapatos no dia a dia, viajar carregando bagagem clássica.



Não é a toa que as malditas malas que brilham entre os acessórios dos atores tenham sido especialmente desenvolvidas por Marc Jacobs para o filme. Foi justamente esse conjunto de bagagens inspirado nas antigas viagens de trem, que fez meu coração doer por malas pela primeira vez.


O conjunto, impecável! Seus prints de coqueiros e animais selvagens, a pintura marrom e as iniciais do pai tem o tom do luxo lúdico-melancólico que envolve o filme.
[Aliás, todos os filmes do diretor]




A moda cansada do street wear grita pela alfaiataria. aaaaaaaaaaaaaaaah!


Não queremos mais ver nossos homens em jeans! Tênis? Ah! Cansamos. O tênis tomou o lugar dos sapatos. Os homens parecem ter desistido deles. Deveria ser proibido homens trabalharem de tênis.

No filme Jason Schwartzman anda descalço. Mas isso é parte do personagem.
Homens deveriam dar uma olhada! Até as transgressoras meias combinando com a camisa...?



De qualquer forma eu adorei esse filme por inteiro, que fala de pessoas e da vida, dessas conecções e das escolhas que podemos fazer. É reflexivo, envolvente em sua trilha sonora e também na imagem da colorida mística indiana.
E os tons sóbrios deles contrastam com as cores da Índia com humor.

Além disso, as trilhas dos filmes de Wes Anderson são muito boas, todas. Recomendo. Cheias de sons bem colocados, elas ajudam o filme a criar essa impressão visual retrô sofisticada e pós-contemporânea, que funciona muito bem e dá intimidade ao expectador.



Na foto abaixo, Natalie Portman fazendo cara de Jean Seberg em Paris. A foto é do curta-metragem 'Hotel Chevalier' (2007), o prólogo do filme.




imagens: reprodução

noites frias



Porto Alegre, Brasil
Centro Histórico
Inverno 2010


cores de inverno





Porto alegre, Brasil
Inverno 2010
Parque da Redenção, Bom Fim