Calypso

Com vocês, a maravilhosa, inigualável e incomparável estética da Banda Calypso!

Eu nem tenho palavras para descrever, e acredito que não preciso. As imagens falam por si.

Gostaria muito de saber de onde vem tanto conceito.
Chimbinha? Joelma? Algum designer?


Viva o tecnobrega! Quem não arrisca não arrasa. É puro babado, muita botinha, pouco comprimento, tecido agarradinho, muito cabelo, muito topete!
É um luxo só! É muita riqueza reunida!




imagens: reprodução

VIVA O BRASIL

Philippe Starck Teddy Bear

www.philippestarck.com
imagem: reprodução

Ben


l'oncle soul

olha aqui o francês!

imagem: reprodução

O Selvagem da Motocicleta

Eu adoro a estética desse filme. Um dos filmes da minha vida. Rumble Fish, ou O Selvagem da Motocicleta, 1983, do obviamente fodão Francis Ford Coppola, é macheza pura!


Começando por nosso querido recentemente falecido Dennis Hopper, passando por uns muy jovenitos Nicolas Cage [que nada mais é do que um Coppola disfarçado], Matt Dillon y Chris Penn, e terminando no sempre inacreditável Mickey Rourke, que hoje em dia mais parece uma velha tanoréxica da turma da Donatella, mas que naquele tempo, meu amor.... Aaaah!


Aliás toda a arte do filme é uma coisa tão linda! Os relógios que fazem a ligação dos personagens com o tempo, as gangues, a estética P&B esfumaçada, os peixes coloridos, os sonhos lúdicos destroçados por uma vida sem perspectivas...


O figurino do filme me deixou com vontade de sair vestida de Rusty James por um dia!
Típica indumentária do motoqueiro rebelde, de Juventude Transviada, de James Dean, de muita t-shirt branca com couro, braceletes, bandanas, calças de pregas!

O mais impressionante pode estar além do filme. Observe a transformação do Mickey Rourke, que em duas décadas conseguiu a façanha de acabar com o que um dia foi um lindo rostinho!


Mickey loira aqui em 'The Wrestler' [O Lutador], 2008, do fabuloso Darren Aronofsky. O filme foi a redenção do próprio ator.

imagens: reprodução

Baby Phoenix

é sempre bom ver
River Phoenix, 1970-1993

imagem: reprodução

vintage: roupa antiga em estado original

Assim como a moda agora é não fumar, as características mais kitsch de todas as épocas e estilos (im)prováveis possíveis vêm a tona, criando uma estética híbrida exagerada, como é o caso dos lúdicos Fruits ou mesmo dos específicos cool caipiras White Stripes.

As fotos que compõem este artigo foram feitas nas ruas mais brecholentas do Raval, no centro de Barcelona (ES), por uma conservadora fotógrafa feita aqui, mas criada em sonho chamada Charlene Cabral. Um olhar não menos lúdico e sentimental que o melhor dos emos poderia ter para inspirar-nos, que comprova a preocupação dos próprios brechós em não estar por fora das tendências, o que curiosamente inverte a situação. Um brechó sem estilo é uma loja fadada ao fracasso, porque em geral as pessoas vão atrás das roupas não pelo baixo valor das peças usadas, mas pelo charme nostálgico que essas possuem afinal as lojas fast fashion populares estão aí democratizando tendências.

Além do vintage, as divertidas releituras do retrô permitem compor, se bem dosado, o visual trendy descolado hi-lo (este adotado pela maioria das tops mais-mais e modistas não conservadores antenados): mistura-se a ‘baixa costura’ com a costura original de alguma época (ou imitação) e assim parece que Kate Moss é sua amiga de infância.

But always take care, nena! A tendência retrô dos brechós já invadiu as passarelas, portanto muito cuidado na hora da emoção pra não fazer a equivocada, tipo 'desci da passarela e saí por aí'!


Fotos: Charlene Cabral
www.dosmes.blogspot.com

Leonard Cohen

Um beijo para a devastadora voz do canadense Leonard Cohen, que hoje faz 76 anos!

Loli Talking dança até o fim do amor por Leonard!

imagem: reprodução


Johnny Thunders

Um beijo para um ícone punk nessa quinta-feira!

Do you love me?

imagem: reprodução

A Diva da Deselegância

A primeira vez que a ouvi no rádio, a imagem que me veio na cabeça era a de uma cantora negra, uma Sarah Vaughan, uma Ella Fitzgerald, uma Nina Simone, uma Billie Holiday.

Eu jamais imaginara que se tratava de uma branca e como se não bastasse, uma guria. Era uma guria com um puta vozeirão e era uma guria com um visual incomum.


Amy Winehouse despertou minha atenção e aos poucos foi se tornando uma musa pra mim, porque aquela voz e aquela música continham alma e continham dor e ali tinha tudo o que eu também sentia.

Então quando vi todo aquele visual eu fiquei: 'ooohhhh'!

Não era uma coisa qualquer. Os elementos misturados, os 60's da peruca inspirada nas The Ronettes, os vestidos de pin-up com sutiã aparente, flores ou outros enfeites de cabelo, como lencinhos 50's, as tatuagens old school e os acessórios hip-hop-pop criaram uma figura peculiar, com inspiração no rock n' roll, soul, no R&B, jazz, no rap e até na dona de casa, que faz jantar enquanto espera seu marido chegar.


Tratava-se de uma diva pós-moderna! E como parte dessa nossa geração, uma diva sem elegância, uma diva bêbada que mal carrega suas saias apertadas de sexy femme fatale, que cambaleia no salto, que perde a pose na hora da foto, que bebe demais e fuma e cheira e faz tudo na sua ânsia de artista e chora e arranha seu macho com suas imensas unhas vermelho sangue.

Amy é pura emoção! Quando ficou realmente famosa no mundo, trouxe consigo uma nova estética para a música, cansada de loiras-falsas-taquaras-rachadas-que-sensualizam-all-the-time, trouxe de volta o vigor das divas dos anos 50 e sua postura super feminina retrô.

Ela ditou moda. Começaram a aparecer centenas de outras Amys espalhadas pelo mundo, a Europa botava dúzias de Amys pra fora, todas inspiradas pela primeira, todas queriam carregar aquela imagem revisitada e ao mesmo tempo nova, já que a própria acrescentou muito bling-bling à sua imagem de diva antiga (leia-se correntes e mais correntes douradas no pescoço).

O cabelo e a maquiagem foram o auge, do desfile da Chanel às passarelas brasileiras, de travestis à patricinhas, ninguém se importava, todos queriam sua fatia de ser Amy por um dia com delineador grosseiramente exagerado e cabelo nas alturas.

Amy é over sem medo. O disco Back To Black, 2006, foi feito todo em função do seu conturbado relacionamento com Blake, e carrega toda paixão e dor de um amor bandido. É possível sentir nas músicas como ela sofreu e se deixou levar pela paixão, como deixou que isso influenciasse sua música, e como transformou sofrimento numa obra prima belíssima, digna de épocas em que as pessoas cantavam o que viviam, e que já não existe.

imagens: reprodução